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Hackers & Cultura

Autoridades usam Hackers para encontrar pessoas desaparecidas

Se o hacking pode ser ético ou não, ainda é um ponto a ser discutido, mas as autoridades australianas criaram uma maneira interessante de utilizar as habilidades dos hackers para o bem-estar social.

Segundos informações, a Polícia Federal da Austrália levou cerca de 354 hackers e investigadores de todo o mundo a utilizarem suas habilidades para encontrar novas pistas em casos de pessoas desaparecidas. Os hackers participaram do Hackathon Nacional de Pessoas Desaparecidas (National Missing Persons Hackathon) para encontrar novas pistas e ajudar as autoridades.

Hackers usando seus conhecimentos para o bem-estar social

O Hackathon, realizado na sexta-feira do dia 11 de outubro em Canberra, foi o primeiro do mundo a procurar por pessoas desaparecidas. Linda Cavanagh, manager do Canberra Cyber Security Innovation Node, afirmou que está tentando levar a pesquisa por pessoas desaparecidas a um próximo nível:

Este é o primeiro encontro de inteligência de código aberto e de crowdsourcing em larga escala na Austrália para pessoas desaparecidas e o primeiro para um país participar simultaneamente dessa maneira.

Linda Cavanagh, manager do Canberra Cyber Security Innovation Node

Este Hackathon foi parte do evento Australian Cyber Week 2019. O evento em si foi uma abordagem única ao utilizar as habilidades de hackers para resolver casos cruciais, especialmente porque os participantes utilizaram a inteligência do código aberto para realizar algum avanço em 12 casos de pessoas desaparecidas registradas no National Missing Persons Coordination Centre.

Um dos casos é o desaparecimento amplamente divulgado de um adolescente belga chamado Théo Hayez, que desapareceu em maio deste ano quando estava de Byron Bay, NSW (Nova Gales do Sul). O jovem de 18 anos não voltou para o albergue e toda a cidade costeira ficou tumultuada. Apesar das operações de busca em larga escala envolvendo a polícia, detetives do esquadrão de homicídios, SES (Serviço de Emergência do Estado), salva-vidas e voluntários da comunidade local, o paradeiro de Hayez não pôde ser rastreado.

O Hackathon foi uma tentativa de encontrar novas pistas ou informações nos casos de Hayez e outros semelhantes de pessoas desaparecidas. Os hackers se reuniram em 10 locais diferentes na Austrália, como Adelaide, Brisbane, Darwin, Gold Coast, Melbourne, Perth, Sydney e Sunshine Coast.

O evento principal do Hackathon foi realizado em Canberra, de onde foi transmitido ao vivo para os participantes de outras cidades. Eles são ‘hackers éticos’ – alguém que invade um computador para testar sua segurança, em vez de obter acesso a um sistema para fins criminosos ou maliciosos – em um evento com duração de seis horas.

O Hackathon Nacional de Pessoas Desaparecidas é realmente o primeiro evento do gênero, no entanto, um grupo chamado Trace Labs também reúne hackers de todo o mundo para usar suas habilidades para encontrar pessoas desaparecidas reais. De fato, o Trace Labs também foi um dos participantes do Hackathon.

Veja como o Trace Labs trabalha:

Seria uma boa se isso ocorresse no Brasil. Pelo não tenho conhecimento de algo do gênero. Ainda mais em um momento onde o país é populado por eventos de segurança, mas quase nenhum que realmente ajude as pessoas como foi relatado no post.

Fonte (Além da imagem utilizada no post):

Hack the planet forever!

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