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Vinton Cerf pede que adotemos medidas de criptografia

O pioneiro da Internet Vinton Cerf, argumentou nesta segunda (04/maio), que os usuários devem criptografar as suas informações, pois o FBI e outras agências policiais estão querendo acesso (se já não tem) às portas dos fundos (Back doors), o que pode prejudicar a nossa segurança online.

A Internet possui diversos desafios na área de segurança, e é necessário que mais usuários e provedores de Internet adotem fortes medidas de segurança como a criptografia, autenticações de dois fatores, HTTP sobre SSL”, disse Cerf, evangelista chefe no Google, em um discurso no National Press Club, em Washington, DC.

As recentes ligações do FBI e outros funcionários do governo com fornecedores de tecnologia para contruírem soluções de criptografia em seus produtos é uma má idéia”, disse Cerf, que também é co-criador do protocolo TCP/IP. “Se você tem uma porta dos fundos, alguém irá encontrá-la, e esse alguém poderá ser um cara mau”, disse ele. “A criação desse tipo de tecnologia  é super arriscada”.

O FBI e outros funcionários do governo ficaram preocupados após o Google e a Apple anunciarem no ano passado que iriam oferecer novas ferramentas de criptografia em seus sistemas operacionais de smartphones. Sem a capacidade de coletar dados armazenados em smartphones e outros dispositivos electrónicos, a polícia será prejudicada em algumas investigações, argumentaram os policiais.

Eu acredito que precisamos seguir a lei à risca, para examinar o conteúdo do armário ou smartphone de alguém“, disse o diretor do FBI, James Comey, em outubro passado. “Mas o fato do mercado poder criar algo que impediria que o armário de alguém fosse aberto, mesmo com uma ordem judicial obtida corretamente, não faz sentido para mim.”

Cerf disse que compreende a tensão entre as demandas dos clientes para a privacidade e a aplicação da lei para a investigação de crimes. “Nós temos que fazer alguma coisa se quisermos proteger os cidadãos do nosso país do perigo existente na rede”, disse ele. “Acredito que os governos estão lá, pelo menos em parte, para proteger os cidadãos do perigo.”

Um debate sobre os níveis adequados de segurança e privacidade continuará nos EUA, disse Cerf. “Nosso trabalho nos EUA, é descobrir qual seria o equilíbrio certo para nós”, disse ele. “O Congresso agora está pressionado a trabalhar nisso.”

Cerf foi questionado se os legisladores buscam adequadamente a ajuda de especialistas em tecnologia durante os debates sobre a Internet no Congresso. Eles não fazem isso, respondeu, mas considera um “privilégio e responsabilidade” ajudar a educar os políticos sobre questões de tecnologia.

Não estou à procura de conhecimento técnico profundo entre os parlamentares”, disse ele. “Estou à procura de modelos simples, desenhados animados que mostram como a rede funciona, que sejam precisas o suficiente para você alcançar o tipo de conclusões sobre as políticas que são viáveis.”

O trabalho de especialistas em tecnologia em Washington é a de “tentar ser útil” para dar explicações claras o suficiente de como a coisa funciona”, acrescentou. “A pior coisa do mundo é quando leis aprovadas não podem ser implementadas, pois incentiva o desrespeito à lei”.

Cerf também defendeu a descisão recente e controversa da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA em passar as regras de neutralidade da rede pela reclassificação da banda larga como um serviço regulamentado, um transporte comum em vez de um serviço de informação levemente regulamentado. O Google tem apoiado as regras de neutralidade da rede, embora a empresa não tivesse tido uma voz ativa durante o processo de regulamentação do FCC.

Muitos provedores de banda larga têm argumentado de que a reclassificação é desnecessária e poderia prejuficar o investimento em novas redes de banda larga. Mas Cerf argumentou que os provedores não devem ter poder de influenciar o uso da Internet de seus clientes.

Muitos provedores de banda larga têm argumentado que a reclassificação é desnecessária e poderia prejudicar o investimento em novas infraestruturas de rede. Mas Cerf argumentou que os ISPs não devem ter o poder de influenciar o uso da Internet de seus clientes.

Nenhum provedor poderia ter informações a dizer sobre a origem do tráfego e de seu destino”, disse Cerf. “Todos devem ter igualdade de acesso à rede. Preservar a escolha do usuário é funfamental para o uso da Internet.”

Fonte: ComputerWorld

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